
.: Créditos :.
![]()

(Claude Monet-A Ponte Japonesa-1899)
Olho pra mim e me sinto vazia
Como um copo que o líquido se escoa
Preciso passar dessa
Preciso liberta-me desse passado
Que volta a me atormentar
Um passado doce, na qual amei cada instante
Mas não confiaste em mim
Olhaste para as circunstâncias
Olhaste para a distância
Por isso inicio o ritual.
Nessa passagem me esvazio
Me esvazio de meus pensamento
Do seu perfume,de suas lembranças
Dos restos de esperanças que me deste
Porque pra mim só sobrou restos
Sobras de um sentimento
O seu amor parece daqui fulgaz
Um amor sem vida,sem cor
Só de palavras...marcadas pelo passado
Por isso inicio o meu ritual secreto
Onde enterro cada sonho...cada palavra proferida
Cada sentimento que tenho por ti
Até aqueles secretamente inclausurados
Esses eu me esvazio...passo
Passo daqui para o outro lado.
Me olho no espelho e me desconheço
Como cheguei aqui??Como fui capaz??
De me satisfazer de pedaços
De sentimentos que nem sei se é real.
Passo...caminho assim
Deixando pedaços por onde passei
Porque não caem mais lágrimas??
Delas eu me sequei
Em meu caminho ando a pé
Á seco...passo daqui pra além
Além...pro meu destino...sem você.
Sei que estás no meu destino
Feito tatuagem grudada na pele
Não entendo a corredeira do tempo
Que me fez não esquecê-lo
Mas sem você me sinto incompleta
Com a alma seca, deserta
Tu me pareces um oásis
Na qual vejo, me deleito
Mas quando chego mais perto
Não toco, pois some nos meus dedos
Porque tenho tanta certeza
Uma certeza insana, idiota
Persistente...
Que me diz que aqui é o seu lugar
No meu coração...na minha vida
Sei que estás no meu destino
Hora perto, hora longe
Feito neblina que ao mesmo tempo
Está e não está no lugar
Mas preenche os espaços.
Esvazio-me de ti
Mesmo que o teu perfume
Me inebrie a alma
E suas palavras embriagam o meu ser
Mesmo assim...apago-te
Pouco a pouco de mim
Tiro os resquícios de ti do meu espírito
Essa sofreguidão
Essa ânsia por não ter
Me dá medo sentir algo assim
Feito paixão ardente que não sara
Já senti paixão...ela doe
Ela fere, ela enlouquece
E não leva a lugar nenhum.
Te esqueço...te esqueço na vagareza do tempo
Te esqueço...pela demora dos teus atos
Te esqueço...vou esquecendo...
Será??
Se em anos não se apagou

Será que agora em dias se apagará???
Hoje não sei porque senti imensa saudades daqueles filmes antigos, e lembre-me da Diva Audrey Hepbur...dos dias que não cansava de assistir aqueles filmes em preto e branco ou os coloridos tão antigos que ninguém gostava mais.Aqueles filmes memoráveis:
Audrey, ela sim era uma diva!!!!




Alguém preparava uma comida
Espalhava pela casa perfume
Velas pelos espaços,
Em volta da cama....
Perfumes...incensos
E a cama bem quente estava.
Estava tudo pronto e ela chegava
Com o corpo cansado de trabalhar
Havia brigas e discussões
Mas naquele momento vendo tudo
Tão lindo começava quase a chorar
De tanta comoção...
Estava emocionada, comovida
De ver tudo tão lindo, belo
Perfumado e romântico
Mas havia algo que não se encaixava
Mas havia algo que não era
Que não era pra estar ali
Um amor guardado no peito
Que não podia sequer sumir.
A noite foi fria...porém ardente
Corpos se entrelaçaram na escuridão
Prazer, sussuros...
Tudo que era frio tornou-se quente
Sem sabor deleitado gostosamente
Mas depois de tudo
Mas depois de tempos e espaços
Alguma coisa faltava lá.
Faltava um coração
Faltava uma cumplicidade
Mas na hora nada lembravam
Só no peito sussurava, palpitante
E a névoa de odor quente que pairava.
(Baseada nas confissões de um amigo sobre o sexo sem amor)

“...escrever sobre o prazer, a luz o brilho das
coisas simples que cruzamos no dia-a-dia...”
(Guilherme Brazão)***
Vejo entrando pela fresta
Luz...era simples, era honesta
Como aquela que embriagava a infância
Refletia cores diversas
Por esse prisma olhava a vida
Em bolhas de sabão me refletia
Cheia de alegria encontida.
Era simples prazer...ver o brilho das coisas
Correr pelos pastos, escorregar pela grama
Assim a vida era tão fácil, despreocupada
Correr pela chuva,caminhar molhada.
Minha infância era pura vadiagem
Tudo não passava de brincadeira
Minha terra...que saudade!!!
Que lembrança companheira!!!
Meu humor está em festa
Só por hoje não quero lembrar do amor
Mas nas formas que se manifesta...
***(Obs: Esse poema é em homenagem ao "Filosofia de Quinta Categoria",
cansei dos poemas românticos só por hoje!!!)
Olho para o horizonte e só vejo nuvens
Nuvens e minha imagem cinza prateada
Flutuando fulgurante entre as entranhas do céu
Meus sonhos voando como a cor de mel
Voando entre contornos e movimentos.
Olho o horizonte, nada há de novo
Mas o observo com uma ânsia de coisas novas
De novos sabores, de terras distantes
Minha alma peregrina...sonolenta
Na tarde chuvosa de verão
Sua não presença me incomoda
Por sua insensatez pueril
Sinto os odores da chuva
Gases de perfumes desconexos
Terra, areia...mato e flores
Tudo junto nesclado de cores
Num clímax do pôr-do-sol.
Não se vive de passado
De lembranças que não voltam mais
As vezes te percebo distante...ocioso
Por momentos arrependido
Por momentos ansioso
Porém...tampouco decidido.
Minha mente tonteia
Entre sonhos e realidade
Estou no meio...no meio estou
Me desconheço
Desejaria me despir das memórias
Como quem tira uma peça do corpo
E estende, lança sabão
E começa a lavar
Quero lavar minha alma do seu perfume
Um perfume que não esqueço
Que simplismente desconheço
Porque está tanto tempo lá.
Isso que se chama amor??
Esse sentimento que não desaparece
Que mais parece uma musica
Uma prece
Que por mais que eu tente
Por mais que lute e esqueça
Ela nunca se vai
Se aninha entre meu peito
E dorme como na alta madrugada
E se demora a acordar.
Quisera eu ter esse previlégio
De fazer eterna as sensações do amor
O prender em firme teia
Com bolas de algodão
Ou como um fino e delicado
Alfinete preso num fio de seda
Prender esse tão delicado coração.
Quisera eu ser estudiosa das coisas do amor
Amor louco, amor insano
Amor desconhecido e descabido
Amor simples, amor terno
Amor que fica feliz porque o tem
E o resto lhe basta
Todo o resto lhe basta...
Ah...esse amor que não sai de mim.
(imagem de www.jouyeriaplaor.com) 
Tenho em meu peito uma dor
Um hematoma dolorido em meu coração
Mas ele não dói mais
Mas está lá...me lembrando sempre
Dos erros que cometi...dos sonhos que deixei
Dos caminhos que devia ter percorrido
Mas não percorri
Me dá aflição...sentir esse fluir de sentimentos
Uma tormenta aflitiva aqui dentro
Tenho de certa forma uma raiva incontida
De mim mesma, por ter sido tão alheia
Tão tola, tão descabida
Tenho dentro de mim uma revolta
Um desejo perseverante de restituição
Eu quero o que é meu
O que sempre devia comigo estar.
Tenho uma dor pertinente
Que sufoca, que geme o meu ser
Que me faz olhar para frente e pensar
Em coisas que jamais tive
Ou deixei de desejar...
Não quero um amor adocicado
Quero paixão, quero fogo
Quero letargo
Quero tudo isso e mais um pouco
Quero sede, quero ânsia...quero mais
Mais muito mais...
Mas mesmo assim ainda há essa dor
Essa dor cicatrizada e mal curada
Essa dor fulgente e ignorada
Essa dor dentro da minha alma...
(imagem de www.geodyssey.co.uk)
Quebrada de Jaspe na Venezuela
Quem sou??
Eu sou uma pessoa pensativa
Um alguém escondido nas beiradas da mente
Presa pelas limitações do meu
Próprio eu
As minhas idéias
Que me prendem numa cela
Invisível
Uma pessoa que vive
Todas as vidas possíveis
Sentimentos e sensações desconhecidas.
Quem sou??
Nada menos que uma poetisa
Que estuda a biologia das coisas
A desertificação dos pensamentos
O florescer da alma
Mas tudo aqui dentro
Dessa minha vida...Rafaela
Algo que interfere nos espaços das coisas
Um sentimento de desejo
Desejar algo...mas não inveja
Ficar feliz e desejar estar em seu lugar.
Há espaços nebulosos no caminho
De idéias e sentimentos caudelosos
Sonhos e epifânias
De uma amor puro e quase surreal.
Talvez o meu jeito de amar é assim
Quase que inativo, vegetativo
Num estado só
De não amor presente
Um amor doce que se estende
Para todos ao meu redor.
Talvez esteja acostumada
Com isso de nada ter
De sonhar sonhos alheios
(Talvez melhor não tê-los)
Talvez??
Independente, auto-suficiente
Um sentimento que por si só
Já se satisfaz (será?)
Separado...feito perfume em frasco
Pernanece em meus sonhos ocos
Neste desencaixe que se chama nós.
Tua Felicidade
Fico olhando aquela praia
Que é tão linda...uma areia que parece ouro
Ouro claro como cristal
Ah...aquelas águas
Aguas salgadas que cobrem a terra
E eu fico olhando
Inebriada...embriagada
Vejo as felicidade dos outros
Desejando igual amor para mim
Tudo é tão distante
O tempo, o passado, as palavras
Tudo parece tão longe daqui
Eu só fico a esperar...esperar
Confiando em sentimentos
Que confinados no peito
Talvez sempre estará.
Por toda minha vida
Por onde tiver espaços
Ele estará lá
Quieto e guardado
No mesmo lugar, me lembrando
O quanto é bom amar
O quanto é bom vê-lo feliz
Tua felicidade é tudo que desejo
Mesmo que não seja comigo
Mesmo que não estejas comigo
O amor é maior que isso
O amor se entrega...nele tudo
Tudo ganha uma nobreza enorme
Nele não há paixão e dor
O amor verdadeiro tudo vence.
Tua Felicidade é importante pra mim
E sempre serás...meu amigo
Amado dos meus sonhos
Quase surreal...

Imagem de Figueira da Foz_Portugal
Como facadas de traição
Sinto dores com de parto
Vindo e voltando...essa sensação
Sinto em meu coração uma voz
Silenciosa e imperceptível
Uma voz que me diz para me calar
Para esquecer tudo...deixar como está
Esquecer essa antigo amor
Que me fez chorar.
Sinto em meu peito uma dor
Não minha, mas de alguém que desconheço
Sinto essa dor dia-a-dia
Continuamente...feito tormento
Sinto culpa em meu ser
Culpa de ter esmorecido
De não ter permanecido
Nas palavras que outrora falei
Sinto-me mal, indefesa
Como uma presa que foi pega com um lençol.
Sinto-me mal...com vontade de chorar
Sinto-me mal...ver minha felicidade
...
Que nem conheço
Que nem vejo
Mas que tem um nome
...um nome...o sobrenome...
Eu sinto sabe??
Uma dor no peito...

(imagem de http://geocites.yahoo.com.br/bordadodecedro)
Parecia um lamento
De alguém que estava à sofrer
Eu não exigi nada
Nunca pude exigir nada
Mas falei, ou vida ou morte
Ou adeus...adeus...
Ouvi suas palavras
Como notas ao vento
Eram palavras apenas...palavras
Era toda uma vida decidida
Uma vida sentenciada
Ou vida ou morte
Ou ir para o meu lado
Parece palavras exageradas
Gritadas por algum louco
Mas são ditas com seriedade
Ou tudo ou nada...
Ouvi suas palavras
E no fundo querias um tempo
Para tentar, para fazer algo
O que queres??Brincar comigo??
Com os meus sonhos??
Com os meus desejos??
Por ti seria capaz de fazer muitas coisas
Coisas que até me envergonho de pensar
Sou capaz de te veres feliz com outra
Pois o meu amor é grande
E se isso te completa
Se feliz serás...isso me basta.
Ouvi suas palavras
Tuas palavras, duas sentenças
E eu fico a esperar
A esperar, sinto-me culpada
Tuas palavras...ai ai
Me fazem pensar....

Imagem de João Luís dos Anjos
Sempre sonhei em deixar tudo
Ir pra uma terra distante onde o vento me levar
Esquecer o meu passado
Interrar as lembranças de dores
Simplismente sair andando
Pra onde eu quiser
Pra onde quer que eu vá.
Nunca fui presa a terra
Nunca tive raízes em lugar algum
Talvez por isso me sinta diferente
Por não ter aquele apego a nada
Como peregrina
Uma nômade, sem lugar fixo
E pra onde quer que eu vá
Sempre como folhas ao vento
Mudo de lugar.
Eu sempre esperei algo grande
Como um evento espetacular
Nunca tive sonhos preso a terra
Sempre senti que aquele que fosse
Me completar inteiramente
Nunca esteve aqui...perto de mim
Olhava as pessoas...observava os rostos
E sempre me faltava algo
Como uma grande peça
Que por mais que procurasse
Nunca encontrava...
Foram palavras
Apenas palavras jogadas ao ar
Mas essas palavras se aprofundaram
E criaram sentimentos
Que nem eu sei explicar...
Do outro lado do mar eu sonho
Do outro lado do mar quero estar
Mas não é o momento
Agora não devo
Mas esse momento certo
Vai enfim chegar...
Meio que abafado e ofegante
A falar muito rápido...quase fechei os olhos
E parei e me lembrei do passado.
Do outro lado já era frio
Era noite e você caminhava para casa
E eu o escutava
Como uma criança que escuta um professor
E suas palavras eram rápidas
Chegavam a ser descompassadas
Falava de amor, de frustação
De sentimentos que foram embora
Foi aí que me lembrei
Que quem devia ter dito o sim
Tão desejado era eu e confirmaste
Realmente era pra ser eu mas não foi...
Nada foi como deveria ser.
Eu cantei...quase chorei
E falaste e falaste coisas que sempre sonhei
E desejei ouvir
E no final me mandou um beijo
E uma promessa.
Ao te ouvir
Passado, presente e futuro se mesclaram
E eu parada no carpete fiquei a te ouvir....