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Colapso

Era vinho, era amargo

Era um doce afago

Embriagante

Alucinante

Ouço sons da noite

Mas na janela ainda era dia

Claro, ensolarado

Com correria de carros.


Era tontura, era doçura

Era líquido que se escoava

Não, não estava bêbada

Mas parecia que estava.


O meu corpo doe...o que acontece?

Ele amortece, anestesiado

Minhas idéias estão em colapso.


Preciso de descanso

Estou estafada

Era cansaço na pele, nos poros

E o meu olhar vermelho

Adoece...olhando pela janela.



- Enviado por: Rafaela Silva Santos às 23h28
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Feito Quadro

Quadro de Washington Maguetas-Milena em fundo abstrato

Miro-te assim tão obtuso

Observando os espaços de tua limitação

Um desalento que acalenta

Minha melancólica decisão.


Sem compromisso nenhum

Vou me regenerando

Deitada num divã

Da mente vou analisando

Parada, como uma pintura

Uma modelo paralizada.


Silêncio...queria gritar

Mas não posso

Presa e submersa

Pensativa

Permaneço deitada e comportada

Com o olhar mirar o espaço.


Nessa expectativa congelada

Meio eternal

Contorno meus dias

Com moldura de madeira

Protegendo feito quadro

A imaginação que me guia.



- Enviado por: Rafaela Silva Santos às 20h18
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Recadinho:

Bem, esse poema foi escrito para a minha amiga Rafaela,depois dele(Jean) ter pegado e cheirado sem querer sua blusa de lã,(quando estudavam)mas na época não havia percebido que era pra ela...lerda!Foi-se o amor, ficou-se o poema!!



- Enviado por: Ana Elisa Santi às 22h03
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Teu Aroma

Imagem de www.yanazare.com

Caminhando sem sentir os pés no chão

Bateu-me uma brisa perfumada

Como se tivesse apalpando uma rosa

A mais lívida e a mais pura

Ai, que delírio!

Ai, que loucura!


Percebi que estava apalpando a sua roupa

E que nela vi, o esboço do teu semblante

Perfumado, alegre, feliz: é o aroma

O teu aroma.


Enquanto isso, o leite caiu no fogão

Tudo bem!

Não me importo com acontecimentos externos

Nossa o arroz queimou!

Tudo bem!

Isso acontece,

Como dizia o teu aroma supera tudo

Até mesmo o “arroz queimado”

(Terei que fazer outro).


Tua roupa é macia, é como é...

E quanto ao leite?

(deixa pra lá)

Vou me alimentar do teu aroma.

                                                                     autor: Jean Carlos da Silva

 



- Enviado por: Ana Elisa Santi às 21h51
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Último Suspiro

Imagem captada pelo telecópio Hubble/Nasa

 

Havia um movimento anormal

Na escuridão, nada era igual

Nas trevas tudo se eclodia

Intimamente...

Findar-se tudo ia

Em explosões de mil luzes.

 

Último suspiro

Era a reta final

Daquela que outrora brilhava

Emanava um destino desigual.

 

Tudo acaba, eu sei

Até as luzes celestiais

Se vão, apagando-se

E a luz o céu vai cobrindo

E a morte vai cantando seu hino.



- Enviado por: Rafaela Silva Santos às 23h24
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Esquecendo

Tu somes...eu desapareço

E nesse esquecer eu te esqueço

E consigo olhar para os lados

Dou um sorriso

Alguém retribui

E vejo em outros olhos um olhar

Que nunca vi

E procuro...tu...onde estás em mim?

 



- Enviado por: Rafaela Silva Santos às 16h39
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Nada Tenho nas Mãos

Eu não tenho nada

Eu não tenho ninguém

Só tenho promessas e palavras

Palavras...o que são palavras?

Sei que quando estou contigo

Meu mundo floresce de uma vez

Me lembro que tenho um coração

Sinto saudade de sentimentos

Que desconheço

Sinto saudades de ser feliz

Ser feliz com alguém...com você

Imagino coisas, fico como tola

Ao pensar no futuro e no porvir.


Nada tenho nas mãos

Mas os ouvidos cheio de palavras

E o coração cheio de sonhos

Me canso, me desgasto...nesse caminho

Que parece não ter fim

Nada acontece, você num se mexe

E segura até o último momento

Toda a situação...


Doce amor, amor dos meus sonhos

Estou cansada de tudo, meu coração

Se despedaça...

Essa espera é um tormento

Como um dia cheio de sol e calor

Que transpira as costas e a testa...

E não tem alento.


O que posso fazer?Mais nada

Só esperar o meu destino desenrolar

Mesmo que ele seja sem você

Mesmo que ele intristeça você

Mesmo que ele te aborreça

Talvez não possa te esperar

Tanto tempo...meu coração

Talvez num vá suportar tanto essa espera.


O peso da espera pesa em meus ombros

Pesa...pesa com dor, pesa com solidão

Pesa com lágrimas que nem caem mais

Ou se desmancham no chão...pesa...

Apesar de nada ter nas mãos

Sinto tantas saudades de um amor

Que nunca apreciei, que nunca...

Que nunca de fato foi meu

Nunca foi meu...

Mas um dia será...será sim

Mesmo que demore...

Mesmo que não seja seu.



- Enviado por: Rafaela Silva Santos às 23h06
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Minhas flores, Meus amores

Imagem de Paula Cunha- Rosas Colombiana

 

Amo flores, amo suas cores

Azaléias, rosas, margaridas, lírios

Amo as flores, feito os amores

Que não tive

Que tive e perdi.


Meus amores, não os tive

Paixões...essas sim

Despedaçaram-me, esmuiçara-me

Deixara-me como que desnuda

Desprovida de mim mesma

Com a carne crua...à mostra

A mostrar a vermellhidão do sangue

E da ferida aberta.


Paixão...corro dela

Sofri,em febres e delírios

Em chuvas frias de insanidade

Em inverno de insônia e calor

Em olhos abertos me embriaguei

Pensando que fosse amor

Tolo coração

Coitadinho dele, pobrezinho

Nunca soube o que é o amor

Oh tão pequenino!!!


Amo as flores, pois são como os meus amores

Passageiros, peregrinos, alheios...

Ah...desejo por vezes não amar

Do que senti-lo assim e não tê-lo.


Fazer o que?Se só amei de verdade um

E esse as paixões

Não puderam apagar de mim

Os doces amores de verão

Não bastaram para esquecê-lo

Que desepero...se pudesse escolher

Seria tão mais fácil

Há tantos homens bons ao meu redor

E eu embebida nesse laço...



- Enviado por: Rafaela Silva Santos às 09h32
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