
.: Créditos :.
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Era vinho, era amargo
Era um doce afago
Embriagante
Alucinante
Ouço sons da noite
Mas na janela ainda era dia
Claro, ensolarado
Com correria de carros.
Era tontura, era doçura
Era líquido que se escoava
Não, não estava bêbada
Mas parecia que estava.
O meu corpo doe...o que acontece?
Ele amortece, anestesiado
Minhas idéias estão em colapso.
Preciso de descanso
Estou estafada
Era cansaço na pele, nos poros
E o meu olhar vermelho
Adoece...olhando pela janela.

Quadro de Washington Maguetas-Milena em fundo abstrato
Miro-te assim tão obtuso
Observando os espaços de tua limitação
Um desalento que acalenta
Minha melancólica decisão.
Sem compromisso nenhum
Vou me regenerando
Deitada num divã
Da mente vou analisando
Parada, como uma pintura
Uma modelo paralizada.
Silêncio...queria gritar
Mas não posso
Presa e submersa
Pensativa
Permaneço deitada e comportada
Com o olhar mirar o espaço.
Nessa expectativa congelada
Meio eternal
Contorno meus dias
Com moldura de madeira
Protegendo feito quadro
A imaginação que me guia.
Recadinho:
Bem, esse poema foi escrito para a minha amiga Rafaela,depois dele(Jean) ter pegado e cheirado sem querer sua blusa de lã,(quando estudavam)mas na época não havia percebido que era pra ela...lerda!Foi-se o amor, ficou-se o poema!!

Imagem de www.yanazare.com
Caminhando sem sentir os pés no chão
Bateu-me uma brisa perfumada
Como se tivesse apalpando uma rosa
A mais lívida e a mais pura
Ai, que delírio!
Ai, que loucura!
Percebi que estava apalpando a sua roupa
E que nela vi, o esboço do teu semblante
Perfumado, alegre, feliz: é o aroma
O teu aroma.
Enquanto isso, o leite caiu no fogão
Tudo bem!
Não me importo com acontecimentos externos
Nossa o arroz queimou!
Tudo bem!
Isso acontece,
Como dizia o teu aroma supera tudo
Até mesmo o “arroz queimado”
(Terei que fazer outro).
Tua roupa é macia, é como é...
E quanto ao leite?
(deixa pra lá)
Vou me alimentar do teu aroma.
autor: Jean Carlos da Silva

Imagem captada pelo telecópio Hubble/Nasa
Havia um movimento anormal
Na escuridão, nada era igual
Nas trevas tudo se eclodia
Intimamente...
Findar-se tudo ia
Em explosões de mil luzes.
Último suspiro
Era a reta final
Daquela que outrora brilhava
Emanava um destino desigual.
Tudo acaba, eu sei
Até as luzes celestiais
Se vão, apagando-se
E a luz o céu vai cobrindo
E a morte vai cantando seu hino.
Tu somes...eu desapareço
E nesse esquecer eu te esqueço
E consigo olhar para os lados
Dou um sorriso
Alguém retribui
E vejo em outros olhos um olhar
Que nunca vi
E procuro...tu...onde estás em mim?

Eu não tenho nada
Eu não tenho ninguém
Só tenho promessas e palavras
Palavras...o que são palavras?
Sei que quando estou contigo
Meu mundo floresce de uma vez
Me lembro que tenho um coração
Sinto saudade de sentimentos
Que desconheço
Sinto saudades de ser feliz
Ser feliz com alguém...com você
Imagino coisas, fico como tola
Ao pensar no futuro e no porvir.
Nada tenho nas mãos
Mas os ouvidos cheio de palavras
E o coração cheio de sonhos
Me canso, me desgasto...nesse caminho
Que parece não ter fim
Nada acontece, você num se mexe
E segura até o último momento
Toda a situação...
Doce amor, amor dos meus sonhos
Estou cansada de tudo, meu coração
Se despedaça...
Essa espera é um tormento
Como um dia cheio de sol e calor
Que transpira as costas e a testa...
E não tem alento.
O que posso fazer?Mais nada
Só esperar o meu destino desenrolar
Mesmo que ele seja sem você
Mesmo que ele intristeça você
Mesmo que ele te aborreça
Talvez não possa te esperar
Tanto tempo...meu coração
Talvez num vá suportar tanto essa espera.
O peso da espera pesa em meus ombros
Pesa...pesa com dor, pesa com solidão
Pesa com lágrimas que nem caem mais
Ou se desmancham no chão...pesa...
Apesar de nada ter nas mãos
Sinto tantas saudades de um amor
Que nunca apreciei, que nunca...
Que nunca de fato foi meu
Nunca foi meu...
Mas um dia será...será sim
Mesmo que demore...
Mesmo que não seja seu.

Imagem de Paula Cunha- Rosas Colombiana
Amo flores, amo suas cores
Azaléias, rosas, margaridas, lírios
Amo as flores, feito os amores
Que não tive
Que tive e perdi.
Meus amores, não os tive
Paixões...essas sim
Despedaçaram-me, esmuiçara-me
Deixara-me como que desnuda
Desprovida de mim mesma
Com a carne crua...à mostra
A mostrar a vermellhidão do sangue
E da ferida aberta.
Paixão...corro dela
Sofri,em febres e delírios
Em chuvas frias de insanidade
Em inverno de insônia e calor
Em olhos abertos me embriaguei
Pensando que fosse amor
Tolo coração
Coitadinho dele, pobrezinho
Nunca soube o que é o amor
Oh tão pequenino!!!
Amo as flores, pois são como os meus amores
Passageiros, peregrinos, alheios...
Ah...desejo por vezes não amar
Do que senti-lo assim e não tê-lo.
Fazer o que?Se só amei de verdade um
E esse as paixões
Não puderam apagar de mim
Os doces amores de verão
Não bastaram para esquecê-lo
Que desepero...se pudesse escolher
Seria tão mais fácil
Há tantos homens bons ao meu redor
E eu embebida nesse laço...