
.: Créditos :.
![]()
Caminhos

Quadro de Robert Wood - Texas na Primavera
Caminhos cruzados
Caminhos indefinidos
Caminhos que estão de todo
“Mal resolvidos”
Caminhos desconexos
Caminhos honestos
Caminho de chuva e flores
Ou neve, ou barro, ou pedras
Caminho inimaginável
De sonhos, de sons e palavras
Caminhos de pés no tapete
Caminho de folhas e grama
De outono, de vento
Caminho de areia, banhado de sol
Olhando pro mar
“Pra além do mar”
Caminho pra você.

*Minha caneca de coelho onde bebo café
Eu bebo café
Espero as amigas
Caminho pra lá e pra cá
A vida é uma corrida.
Mexo no anel
Risco o papel
E vem de cá a borracha
Mais uma xícara de café.
Cada batida aqui dentro
Demora minutos
Só tenho um intuito
Viver o presente em função
Do futuro.
Às vezes me pego apreciando
Resíduos
Sorvendo bocados de café frio
Com pouco açúcar
Pra acordar dessa sonolência
Que abate-me com insistência.
Eu bebo café...isso faz-me pensar
Embebedo-me desse sabor
Que mal nisso há??



Meu coração bate no mesmo ritmo
Das notas apressadas de um fado
Guitarra portuguesa som acelerado
Um respirar profundo e íntimo.
Nesse bailado meu corpo rende-se
Nessa paixão, domada entrego-me
Estendo minhas asas e abro-me
Não posso fugir amo-te, amo a si.
Silêncio...murmúrio...som de asas
A melodia do bater, leve e inquieto
Pousando nas flores nas águas rasas.
Escuta a brisa...borboletas à voar
Deliciadas dançando junto as àguas
Coloridas,como plumas de um cocar.
Eclipse Lunar

A lua chorou
Gotas de sangue,
Lágrimas de vermelhidão
Cobriu-se de bronze
Numa noite ardente
Especial
Descobriu-se de seu tom
Véu de prata habitual
É assim acontece raramente
O sol, a terra, a lua
Tudo se alinha...
Transforma-se, por pouco tempo
Cheio de sombra
Coberto de luz meio que
Sobrenatural
Pouco a pouco
Entrando em mutação.
A lua chorou...numa noite sem estrelas
Por pouco tempo ela parou
De forma fascinante
E mudou de cor pela vida inteira.

Leio-te feito livro
De capa grossa e dura
De largas folhas e letras
Te descubro em cada luz
Do abajur encoberto.
Nessa minha parte encoberta
Descubro todas as inquietações
O motivo gotejante do orvalho
Sobre a relva dia-a-dia
O barulho sussurante da brisa
E a sua doce melodia.
Mas as inqueitações no peito
São tão boas...levitam a alma
Amar, amor, amando
Tudo vira verso, poesia
Até as inquietações
Levam rima.
Abro os meu braços
Feito Ipê estendendo seus galhos
Flamboyans rubros correndo vida
E cor...assim sinto
Pulsar, radiante
Descubro luz, letras, livros
Toda a sinfonia possível
Para tentar explicar o que sinto.
Várias inquietações
Tão boas inquietações
Ai ai...são tantas coisas
Tanto verde, tanta energia
Raízes que se estendem
Alargam-se...aconchegam-se
E uma delas enraizou
Aqui dentro...
Quanta alegria!
Como descrever
Isso que me inebria???

Quadro de James Lewis-Leitura pela Janela
Tirei o dia para ler
Pra escutar
Palavras de amor, escritos dos outros
Faces, rostos
Que desconheço.
Nas palavras vejo esboço
Das formas, das maneiras
De um ser
Tirei o dia pra esquecer
Esquecer o lápis, o papel
Epa!Peraí?
Estou escrevendo...o que faço aqui??